Modelo de contrato para freelancer: o que não pode faltar
Contrato bom não é sobre juridiquês — é sobre deixar escrito o que evitaria a maioria das brigas depois.
A maior parte dos conflitos entre cliente e freelancer não vem de má-fé — vem de combinado que ficou só na conversa e cada lado lembrou de um jeito diferente. Um contrato simples, mesmo informal, resolve isso, desde que cubra os pontos certos.
Escopo detalhado, não genérico
"Criar um site" é escopo vago o suficiente pra gerar discordância. "Site institucional de 5 páginas, com formulário de contato e sem loja" já delimita o que está incluso — e, por consequência, o que não está.
Prazo com data, não "o mais rápido possível"
Prazo tem que ter data de entrega e, se fizer sentido, marcos intermediários. "Assim que der" não é prazo — é a origem de boa parte dos atrasos que geram conflito.
Valor e forma de pagamento
Valor total, se é por escopo fechado ou por hora, e quando o pagamento acontece (à vista, parcelado, por marco, em custódia). Ambiguidade aqui é o ponto que mais gera desconfiança dos dois lados.
Número de revisões incluído
Sem isso escrito, "só mais um ajustezinho" pode virar um projeto sem fim. Definir quantas rodadas de revisão entram no valor original protege o freelancer de trabalho não pago e dá previsibilidade pro cliente.
O que acontece em caso de cancelamento
Se o cliente cancelar no meio, o que já foi entregue é pago? Se o freelancer não entregar, o valor retorna? Definir isso antes de precisar evita que a primeira conversa sobre o assunto aconteça já em clima de conflito.
No Freelancers Brasil, esse contrato é parte do fluxo — escopo, prazo e valor ficam registrados antes do trabalho começar, e o pagamento em custódia cobre a parte financeira automaticamente.
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